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Comparação de índice glicêmico e gordura corporal entre portadores de diabetes, praticantes e não praticantes de atividade física

Resumo

O Diabetes Mellitus é uma doença metabólica caracterizada pelo aumento de glicose (açúcar) no sangue, que causa hiperglicemia devido à falta ou ineficácia da insulina, hormônio produzido no pâncreas. O exercício físico é de suma importância para prevenir problemas de saúde que tendem a aparecer no portador de diabetes com o passar do tempo se este não tomar alguns cuidados, como seguir o tratamento médico, acompanhado de uma alimentação controlada, evitando os carboidratos simples como os açúcares por exemplo. O trabalho mostra os cuidados, benefícios, frequência, duração e intensidades, apropriadas indicadas por diversos autores para a prática de exercício físico em portadores de diabetes mellitus tipo 1 e 2. Foram comparados os valores de percentual de gordura corporal, a média das dobras cutâneas, perímetros corporais e o índice glicêmico entre quatro portadores de diabetes, dois praticantes e dois não praticantes de exercício físico, sendo um homem e uma mulher para cada grupo.

Diego Pulzatto Cury
Roberta Okamoto
Sérgio Tumelero
Miguel Carlos Madeira
  • Pós-graduação Latu Sensu em Fisiologia e Performance do Exercício Físico Unitoledo – Araçatuba – SP

Introdução

O Diabetes Mellitus é uma doença metabólica caracterizada pelo aumento de glicose (açúcar) no sangue (hiperglicemia), devido à falta ou ineficácia da insulina, hormônio produzido no pâncreas. Durante a digestão normal, o corpo converte o açúcar, o amido e outros alimentos em açúcar simples chamado glicose. A glicose é conduzida pelo sangue até as células, sendo introduzida no seu interior por meio da insulina. Desta forma, a glicose é convertida em energia para a utilização imediata ou armazenada para futuro uso. Quando o diabetes aparece, este processo é interrompido e a glicose acumula-se no sangue, ocasionando a hiperglicemia. O excesso de glicose no sangue e a sua falta no interior da célula são as causas de todos os sintomas do diabetes.

Principais tipos de diabetes

Diabetes Mellitus Tipo 1, ou Diabetes Mellitus Insulino-Dependente (DMID)

O diabetes tipo 1 é uma doença autoimune, em que as ilhotas de Langerhans, produtoras de insulina, são destruídas em decorrência de uma “confusão” do sistema imunológico ao produzir anticorpos contra células produtoras de insulina, ocasionando deficiência absoluta na produção desse hormônio.

Cancelliéri (1999) afirma que acomete de 5 a 10% da população de diabéticos e tem início na infância, em adolescentes ou em adultos jovens. Credita-se três mecanismos à origem desta patologia: predisposição genética; reação autoimune; e fatores ambientais desencadeantes, como alguns vírus, toxinas ou mesmo alguns medicamentos.

Os sintomas surgem abruptamente, entre eles o aumento do volume urinário, sede excessiva, visão turva, cansaço ou fadiga, fome excessiva, entre outros e os sinais clínicos clássicos: glicose na urina, hiperglicemia.

Devido à falta de insulina, há necessidade de administração de insulina exógena diária em conjunto com dieta balanceada e atividade física regular, com objetivo de aliviar os sintomas, prevenir complicações agudas e doenças secundárias (neuropatia, nefropatia, retinopatia, etc.).

Diabetes Mellitus Tipo 2 ou Diabetes Mellitus Não Insulino-Dependente (DMNID)

Cancelliéri (1999) explica que acomete 90 a 95% da população de diabéticos e lhe são creditados os seguintes fatores de risco de desenvolvimento dessa patologia: hereditariedade, que se traduz em presença de familiares diabéticos; idade, em que aumenta a possibilidade de desenvolvimento em indivíduos com idade superior a 40 anos; obesidade, que acarreta resistência celular à insulina; inatividade física ou sedentarismo; história de diabetes gestacional; aumento da glicemia em decorrência de estresse, sob utilização de certos medicamentos ou em infecções; ocorrência maior em algumas etnias.

Geralmente, inicia-se com aumento gradual da resistência celular à insulina, o que obriga o pâncreas a produzir mais insulina (situação denominada hiperinsulinemia) e que favorece a falência gradual das células Beta, responsáveis pela produção de insulina.

Os sintomas do diabetes tipo 2 são iguais, porém constantemente mais brandos que os do tipo 1. Surgem lentamente, podendo o diabético permanecer assintomático por longo período de tempo.

Seu tratamento resume-se em dieta adequada, atividade física regular e medicamento, se necessário. Deve-se procurar diminuir a porcentagem de gordura corporal, dos lipídios circundantes e manter valores normais de glicemia.

Assim como o DM Tipo 1, o DM Tipo 2 contribui direta ou indiretamente, para o surgimento de outras doenças secundárias: retinopatias; nefropatias; neuropatias; doenças vasculares periféricas; outras.

Cuidados necessários para começar a prática de exercícios físicos

Antes de começar a praticar exercício, todas as pessoas, independentemente de ser portadoras de diabetes ou não, devem tomar alguns cuidados, como veremos a seguir:

Exame médico prévio para avaliar as condições da própria doença, cardiovasculares e oftalmológicas; só há possibilidades de iniciar, após o afastamento de situações que predisponham ao agravamento das complicações; não se exercitar no pico da ação da insulina para evitar hipoglicemias (CARVALHO, 1998).

Cuidados de acordo com Costa e Neto (1992): praticar exercícios aeróbios, tais como andar, pedalar, nadar, etc. Iniciar com duração de 15 a 20 minutos e ir aumentando progressivamente; procurar fazer exercícios regulares e contínuos, no mínimo quatro vezes por semana, sendo que o ideal é seis vezes por semana, de 20 a 30 minutos por dia; evitar ser “atleta de fim de semana”, pois dificultará acertos na insulina e, em muitas ocasiões, nos dias subsequentes.

E além disso:

  • visita ao médico e exames a cada seis meses (GORDON, 1996);
  • pacientes suscetíveis à hipoglicemia devem evitar exercícios no final da tarde, pois os episódios de hipoglicemia tardia podem ocorrer durante o sono;
  • não aplicar insulina nas regiões de músculos que participarão ativamente do exercício, para evitar entrada súbita de grande quantidade de insulina na circulação e consequente hipoglicemia;
  • o paciente diabético deve estar controlado, ou seja, a glicemia não pode estar elevada, acima de 300 mg/dl (GORDON, 1996; SIMINERIO & BETSCHART, 1986);
  • se a glicemia estiver entre 130-200 mg/dl, não há necessidade de suplementar com ingestão de carboidratos. Se a glicemia estiver menor que 130 mg/dl, deve-se ingerir 20g de carboidratos (RAMALHO, 1999);
  • procurar comer um lanche contendo carboidratos antes do exercício. Exercícios leves requerem 20 a 30g de carboidratos para cada hora de exercício. Exercícios mais rigorosos de 30 a 60g de carboidratos por hora de exercício (AMERICAN DIABETES ASSOCIATION, 1995);
  • o exercício físico não substitui a insulina e deve ser encarado como uma medida de apoio e não, como um objetivo terapêutico por si só (LEITE, 1985).

Benefícios dos exercícios físicos para os portadores de Diabetes

  • Aumenta a ação da insulina em até 40%, mas o efeito é perdido de dois a três dias de inatividade Martins (2000) e de hipoglicemiantes orais (sulfonilureias), a insulina exógena e/ou os hipoglicemiantes orais tem sua ação aumentada pelo aumento do metabolismo, razão pela qual se recomenda, sob orientação médica e somente nessa condição, diminuir a medicação.
  • Aumenta a capacitação de glicose pelo músculo, durante o exercício físico, os músculos captam glicose mais eficientemente, a fim de produzir energia para a contração muscular. Cancelliéri (1999) afirma que: “Existem três mecanismos responsáveis pela elevação da utilização e captação de glicose pelas células musculares, as quais consomem grande quantidade de glicose durante o exercício: o aumento da ação da insulina, causada pelo aumento do metabolismo, a atuação específica do exercício nos glicotransportadores GLUT 4 e o consequente aumento da sensibilidade à insulina.
  • Captação de glicose no período pós-exercício, após o término da atividade, a musculatura continua captando glicose mais eficientemente, com objetivo de recompor o glicogênio muscular e hepático e recuperar o organismo. Este fenômeno pode ser responsável por hipoglicemias até 48 horas após o término da atividade.
  • Diminuição das taxas de glicose sanguínea, este é um dos efeitos mais significativos da atividade física nos portadores de diabetes. Uma queda para valores menores a 60-70 mg/dl caracteriza hipoglicemia induzida pelo exercício, o que é mais comum em diabéticos insulino-dependentes, do que em diabéticos não insulino-dependentes. Porém é bom salientar que até mesmo os não portadores de diabetes estão sujeitos a hipoglicemias durante o exercício, acarretando tonturas, visão turva (escurecida) e até mesmo desmaio.
  • Aumenta o fluxo de sangue muscular e a circulação nos membros inferiores, principalmente nos pés, prevenindo assim os efeitos da aterosclerose (doença que se formam ateromas (ateroma = alteração degenerativa da camada íntima das artérias) nas túnicas, íntima, média, e parte mais interna das artérias de grande e de médio calibre).
  • Contribui para redução do colesterol e triglicérides no sangue.
  • Reduz a perda da massa óssea (osteoporose), atuando como fator mecânico na reconstituição óssea.
  • Melhora a disposição geral e a sensação de bem-estar.
  • Reduz a massa corporal gorda, principalmente se o exercício físico estiver associado à dieta hipocalórica. Em todos os casos de diabetes é importante orientação de um nutricionista, pois, apenas ele saberá qual a melhor dieta para cada pessoa, as quantidades ideais de calorias diárias a ser consumida, evitando assim aumentar os riscos de hipoglicemias durante o exercício.

Intensidade dos exercícios

Diabetes Mellitus Tipo 1

 

  • Tipo: Aeróbios – caminhada, jogging, natação, aeróbica de baixo impacto, step, dança de salão e tênis (VIVOLO, FERREIRA & HIDAL, 1996).
  • Intensidade: 40% – 65% do VO2máx (COLÉGIO AMERICANO DE MEDICINA E ESPORTE, 1996).
  • Duração:
    • 20 – 30 min (COLÉGIO AMERICANO DE MEDICINA E ESPORTE, 1996).
    • 30 – 60 min (RAMIRES & BARTHOLOMEU, 1995).
  • Frequência:
    • Todos os dias da semana (COLÉGIO AMERICANO DE MEDICINA E ESPORTE, 1996).
    • 3 – 5 vezes por semana (RAMIRES & BARTHOLOMEU, 1995).
Diabetes Mellitus Tipo 2

 

  • Tipo:
    • Aeróbios – caminhada, jogging, ciclismo.
    • Treinamento de força (moderado, quando não apresentar complicações tardias em fase aguda): programa de circuito usando pesos leves com 10 – 15 repetições. (CAMPAIGNE & LAMPMAN, 1994).
  • Intensidade:
    • 70% – 85% da frequência cardíaca máxima ou 50% – 70% do VO2máx. (CAMPAIGNE & LAMPMAN, 1994).
    • 40% – 85% do VO2máx. (COLÉGIO AMERICANO DE MEDICINA E ESPORTE, 1996).
  • Duração:
    • 20 – 60 min. (CAMPAIGNE & LAMPMAN, 1994).
    • 40 – 60 min. (COLÉGIO AMERICANO DE MEDICINA E ESPORTE, 1996).
  • Frequência:
    • 3 – 5 vezes por semana (CAMPAIGNE & LAMPMAN, 1994).
    • 5 vezes por semana (COLÉGIO AMERICANO DE MEDICINA E ESPORTE, 1996).

Metodologia

Para a realização deste trabalho foram avaliados quatro voluntários portadores de diabetes, dois homens e duas mulheres, sendo um homem e uma mulher praticantes de atividade física comparados com um homem e uma mulher não praticantes, com idades entre 27 e 39 anos.

Todos foram submetidos a avaliações de dobras cutâneas (protocolo de Pollock) de três dobras; de medidas de perímetros de: bíceps, antebraço, tórax, cintura, abdome, quadril, coxa e perna, além do cálculo do percentual ideal de gordura corporal, pelo programa Physical Test 6.2.

No dia da avaliação eram controlados os valores glicêmicos para o horário do café da manhã (jejum) e para o horário das avaliações, realizadas sempre às 15h00min.

As avaliações foram realizadas em três ocasiões com diferenças de 30 dias para cada avaliação.

Resultados

Com relação ao controle glicêmico, no dia da avaliação constatamos que as duas pessoas ativas apresentaram valores médios mais baixos, quando comparados às pessoas não ativas. Estes valores foram: sedentário 152,83 mg/dl e ativo 102 mg/dl. Já, para as mulheres avaliadas observamos valores de 174,5 mg/dl para a sedentária e de 120,83 mg/dl para a mulher ativa. Estes valores estão representados no Gráfico 1.

 

Gráfico 1. Controle glicêmico no dia da avaliação

 

No Gráfico 2, registramos os valores médios corporais para os avaliados do sexo masculino, nos quais observamos que para os indivíduos sedentários os valores foram oscilando durante o período das avaliações. Já para o indivíduo ativo os valores foram crescendo gradativamente conforme ia sendo aumentada a prática do exercício físico.

 

Gráfico 2. Média dos perímetros corporais para o grupo masculino

 

Para o grupo feminino, tanto para a mulher sedentária, quanto para a mulher ativa os valores foram muito próximos em todas as avaliações, não apresentando nenhuma diferença significante. Estes valores estão representados no Gráfico 3.

 

Gráfico 3. Media dos perímetros corporais para o grupo feminino

 

Para os valores médios de dobras cutâneas para o grupo masculino observamos que os valores mais baixos significantes ocorrem para o individuo ativo, quando comparado ao indivíduo sedentário. Estes valores estão representados no Gráfico 4.

 

Gráfico 4. Média das dobras cutâneas para os avaliados do grupo masculino

 

Para as avaliadas do sexo feminino observamos valores diferentes dos que apresentados pelo grupo masculino, onde os valores médios de dobras cutâneas são maiores para a avaliada ativa em comparação com a avaliada sedentária, apesar de em nenhum dos casos apresentarem diferenças significantes. Estes valores estão representados no Gráfico 5.

 

Gráfico 5. Média das dobras cutâneas para as avaliadas do grupo feminino

 

Com relação à média percentual de gordura corporal para os avaliados do sexo masculino observamos que os valores médios para o indivíduo sedentários é praticamente o dobro dos valores para o avaliado ativo. Os valores apresentam diferenças significantes e estão representados no Gráfico 6.

 

Gráfico 6. Média percentual de gordura corporal para o grupo masculino

 

Para a média percentual de gordura corporal para as avaliadas do sexo feminino observamos valores muito próximos para as duas avaliadas em todas as ocasiões, sendo apresentada uma diferença a menor, porém sem que essa diferença fosse significante para a avaliada ativa. Estes valores estão representados no Gráfico 7.

 

Gráfico 7. Média percentual de gordura corporal para o grupo feminino

 

Discussão

Como era esperado, de acordo com o que foi mencionado na Introdução, há realmente uma redução significativa para os avaliados ativos, quando se comparou os valores glicêmicos médios dos indivíduos avaliados. Nesta pesquisa, a diferença média do índice glicêmico encontrada para o avaliado ativo foi 34% menor que do avaliado sedentário, já para a mulher ativa uma diferença média de 31% menor comparado com a sedentária, medimos os perímetros corporais de bíceps, antebraço, tórax, cintura, abdome, quadril, coxa e perna do lado esquerdo e direito, utilizamos o protocolo de Pollock de três dobras cutâneas para calcular o percentual de gordura corporal.

Martins (2000) explica que a redução do índice glicêmico ocorre, pois, o exercício físico pode aumentar a sensibilidade à insulina em até 40%.

Num estudo realizado por Forjaz et al (1998) verificou-se que o exercício regular diminui a necessidade diária de insulina exógena dos portadores de diabetes tipo 1.

Canché & González (2005) relataram uma diminuição significativa do índice glicêmico em pacientes adultos com diabetes mellitus tipo 2 depois de iniciada a prática de exercícios físicos.

Guedes (1998) explica que à medida que o indivíduo vai se tornando obeso, ocorre uma redução no número de receptores de insulina, uma redução da sensibilidade à insulina, ou até mesmo as duas coisas. O exercício físico atua diminuindo a taxa de gordura corporal, isto é possível observar nesta pesquisa pelos dados dos gráficos 6 e 7, os avaliados ativos possuem uma taxa de gordura corporal menor comparado com os avaliados sedentários, outro benefício proporcionado pelo exercício físico, que atua sobre os receptores de insulina melhorando sua sensibilidade.

Neste estudo prescrevemos e acompanhamos os indivíduos avaliados ativos por 90 dias, avaliando-os a cada 30 dias, seguimos as orientações de duração, intensidade e frequência dos exercícios indicados pelo Colégio Americano de Medicina e Esporte (1996).

Uranic & Wasserman (1990) afirmam que o efeito do exercício físico no diabético tipo 2 tem uma descrição muito especifica, pois reduz a produção de glicose basal em até 25%, enquanto que a dose de insulina pode baixar em até 85%.

Um estudo de Zinker (1999) comparou três grupos, onde o primeiro fez exercícios físicos, o segundo grupo usou metformina e o terceiro grupo usou troglitazone e identificou que o grupo que mais melhorou a sensibilidade à insulina foi o grupo que praticou exercício físico.

Encontramos nesta pesquisa uma diferença no percentual de gordura corporal de 48% menor para o avaliado ativo do sexo masculino comparado com o avaliado sedentário, já para o sexo feminino foi observada uma diferença de 10% menor na gordura corporal da avaliada ativa comparada com a avaliada sedentária.

Dentre todas as melhoras proporcionadas pelo exercício físico, a que fica mais clara e relatada pelos autores é a melhora da captação de glicose pelos músculos, levando a uma diminuição dos níveis glicêmicos sanguíneos. Contribui também para a redução do colesterol e triglicérides no sangue.

Neuhouser et al (2002) demonstraram em seu estudo com 1728 homens e mulheres diabéticos, que durante um ano tiveram controle alimentar e praticaram exercício físico moderado regular, os avaliados diminuíram em 42% os agravantes que o diabetes proporciona. YOO et al (2004) também demonstraram resultados positivos no controle do diabetes, através da mudança drástica do estilo de vida de 29 pacientes diabéticos, através de uma dieta balanceada, exercício físico regular e moderado e controle de saúde.

É importante ressaltar alguns cuidados que o portador de diabetes deve ter para com a prática de exercícios, como estar com o índice glicêmico controlado, ou seja, a glicemia não pode estar elevada, acima de 300 mg/dl (GORDON, 1996 SIMINERIO & BETSCHART, 1986). Se a glicemia estiver abaixo de 130 mg/dl, deve-se ingerir 20g de carboidratos (RAMALHO, 1999) e não aplicar insulina nas regiões de músculos que participarão ativamente do exercício, para evitar entrada súbita de grande quantidade de insulina na circulação e consequentemente ocorrer uma hipoglicemia.

É de suma importância que o individuo que vá começar a pratica de exercício tenha passado por uma avaliação médica e seja acompanhado por um profissional de Educação Física.

Conclusões

Podemos concluir que em relação aos índices glicêmicos o exercício físico parece ter uma importante influência, uma vez que os valores médios para o dia da avaliação foram significativamente menores para as duas pessoas praticantes de atividades físicas.

Com relação aos perímetros corporais avaliados o exercício físico não oferece, ou neste pequeno espaço de tempo, uma diferença considerável, quando se compara praticantes e não praticantes de exercícios físicos, tanto para o masculino, quanto para o feminino.

Para as dobras cutâneas e consequentemente a média percentual de gordura corporal atual, o avaliado masculino apresentou-se com valores significativamente menores que o indivíduo sedentário. Para as mulheres estes valores não apresentaram diferenças significantes.

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