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Psicologia em Diabetes

É preocupante o aumento da incidência do diabetes no mundo. É uma doença de caráter endêmico (peculiar a uma determinada população) e o principal foco de atenção é a prevenção de suas complicações, que ocasionam a diminuição da qualidade e quantidade de vida.

A falta de controle dessa doença gera incapacitação, encurtamento de vida útil, mortalidade prematura e considerável morbidade, isto sem citar os custos elevados  dos gastos com a doença.
A pergunta que não quer calar é: como poderemos evitar as complicações ou a própria doença?
Considere alguns fatores, como a educação, a informação, a reeducação alimentar, a própria motivação do paciente em reação ao conhecimento da doença, são essenciais para o controle e ou desenvolvimento da doença.
As campanhas de saúde educam, e quando bem delineadas podem significar uma boa ajuda no controle e na prevenção, e o envolvimento da família, pois o principal tratamento é a mudança do estilo de vida e a monitorização dos níveis glicêmicos.
Não podemos deixar de mencionar que em alguns casos é necessário o suporte psicológico quanto o paciente necessitar, uma vez que é uma trajetória que exige determinação, paciência, apoio emocional, solidariedade e atendimento multidisciplinar.
O aspecto emocional do impacto ocasionado pelo diagnóstico é manifestado através de mecanismos de defesa que vão da negação à tristeza profunda, dos sentimentos de resignação ou de desprezo, traduzido em frases do tipo:  “ não é comigo, não necessito me preocupar com isso”; “ vou continuar comendo de tudo e do meu jeito”.
Sentimentos de desesperança também são manifestados no primeiro momento e pode ser sentido pelo paciente e pela sua família.
Aceitar o diagnóstico é um passo importantíssimo para o tratamento, já o grande desafio é que o diabetes pode fazer emergir sentimentos de fragilidade e agravar desequilíbrios psicológicos no paciente. Daí a importância de se conhecer a doença e suas conseqüências físicas e emocionais.
Não se deixe abater, é possível viver como qualquer outra pessoa, mas é necessário também manter todos os cuidados que o diabetes exige.
Sabemos o quanto é difícil lidar com a frustração diante das restrições impostas, podem emergir sentimentos de raiva, medo, agressividade e revolta. É perfeitamente compreensível e natural que uma doença crônica, gere ansiedade e insegurança.
O portador de diabetes pode apresentar sinais de  rebeldia ao tratamento, instabilidade de humor e questionamentos: “por que comigo?”; “o que foi que eu fiz para merecer isso?”.
É compreensível esta tendência em se sentir pior que os demais, o único com problemas e a procurar culpas que não existem, como se o diabetes fosse uma punição, isto evidência  a dificuldade de aceitar-se e de assumir-se perante os outros, com seus limites, diferenças e cuidados.
É emergente observar se não está boicotando o tratamento ou não respeitando as orientações recebidas de seu médico.
É bem possível aparecer sentimentos de baixa-estima e diminuição da auto-confiança, o que se reflete num possível isolamento social que por sua vez aponta para o medo de entrar em contato com suas emoções. Daí a reclusão e a evitação do convívio com outras pessoas.
Outro aspecto a ser mencionado é a possibilidade de chantagem emocional, manipulação, a pessoa utiliza o fato de estar diabético para conseguir o que deseja e obter maior atenção ou concessões especiais.
Então, quanto mais precoce for a percepção desses sinais e mais rapidamente tratados, naturalmente melhor serão os resultados, tanto do aspecto psicológico quanto do próprio diabetes.
O apoio psicológico é tanto para o diabético e seus familiares que são pontos de segurança e estímulo para um bom tratamento.
A pessoa portadora de diabetes é alguém singular, total, plena e que necessita e merece ser tratada com dignidade e respeito. Por exemplo, na criança portadora de diabetes, é comum a ansiedade dos pais que ficam temerosos e tendem a superproteger o filho, na tentativa de evitar que algo lhe aconteça.
Essa superproteção gera insegurança e dificuldades no aprendizado e no reconhecimento de alguns sintomas agudos e comuns ao diabetes.
É fundamental que a criança cresça se responsabilizando por seu corpo, por sua saúde e esta adaptação depende em grande medida da família na qual esta criança está inserida.
É preciso ajudá-la a viver bem, a se integrar na família, na escola e na sociedade.
Não podemos  deixar de registrar a ligação entre obesidade e diabetes, pois quando ocorre uma super alimentação forçamos o nosso pâncreas a produzir grandes quantidades de insulina, porque é grande a quantidade de alimento a ser processado, logo esse pâncreas fica exausto e interrompe esta produção e então, é aí que o açúcar no sangue sobe, é quando são manifestados os sintomas de sede, urina em excesso, visão turva, fadiga entre outros.
Estar doente, estar diabético é uma condição, não  há    porque se envergonhar, a menos que você esteja sendo omisso nos cuidados necessários.
O modo como lidamos é que fará toda a diferença, por isso ouça o seu médico assistente, não se engane com curas mirabolantes, siga à risca o tratamento preconizado, por fim converse sobre o diabetes, sobre o seu temor e sua rejeição.
Cultive bons hábitos alimentares, pratique alguma atividade física regularmente com orientação profissional e tenha cuidados preventivos.
Não tenha medo de ser feliz, a vida é bela!

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