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Tatuagem e o Diabetes


Olá pessoal, tudo bem? Tenho diabetes há seis anos. Gostaria de fazer uma tatuagem nas costas, mas preciso saber se isso pode descontrolar a glicemia. Agradeço se alguém puder me ajudar!

 
A mensagem, enviada por um adolescente a uma popular comunidade virtual dedicada ao diabetes, exemplifica uma dúvida levantada com frequência na internet, principalmente entre os jovens. A pergunta é sempre a mesma: será que quem tem diabetes pode fazer uma tatuagem ou um piercing, como qualquer outra pessoa? Existem mais riscos para os pacientes? A cicatrização é mais demorada?

Para esclarecer o assunto, conversamos com a Dra. Flavia Osmo Floh, endocrinologista pediátrica da ADJ.

Risco Vale para Todos
O risco de adquirir uma infecção a partir de uma aplicação de tatuagem ou piercing é igual para todo mundo, explicou a especialista. Por isso, quem tem diabetes não é mais vulnerável do que as outras pessoas em relação à possibilidade de contaminação.

“A diferença é que, se o quadro envolver um comprometimento dos vasos na microcirculação, o controle de uma eventual infecção torna-se mais difícil”, esclarece.

Esse tipo de complicação (alterações na microvascularização) vem diagnosticada, em geral, a longo prazo, entre cinco e 10 anos. Por isso, o paciente que não apresenta o diabetes bem controlado, e há mais tempo, está mais sujeito ao problema. No caso de uma eventual infecção após uma tatuagem mal aplicada, seu problema poderá ser mais difícil de ser combatido.

O Antes e o Depois
Para quem já tomou a decisão de tatuar a pele, ou de aplicar o piercing, verificar o controle das taxas de glicemia e a presença de eventuais complicações crônicas constitui o primeiro cuidado a ser tomado antes do procedimento.

Quando o procedimento é feito por pessoa não habilitada, ou em condições inadequadas, todos – com diabetes ou não – correm risco de infecção. Uma contaminação mais grave pode resultar até mesmo em hepatite viral, alertam os especialistas. Por isso, todo cuidado é pouco na hora de selecionar o profissional que aplicará a tatuagem ou o piercing diretamente na pele. É fundamental confirmar se trata-se de alguém habilitado ou recomendado e se os instrumentos utilizados são esterilizados.

Feita a aplicação, os cuidados de higiene no local devem ser redobrados, através da limpeza da região cutânea, e sem a necessidade de ingestão de antibióticos – lembra a Dra. Flavia Osmo.

Por Cintia Salomão Castro (ADJ)

Fonte: GAAD

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