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Resistência à insulina

A resistência à insulina é uma condição na qual o corpo produz insulina mas não a utiliza apropriadamente. Insulina, um hormônio fabricado pelo pâncreas, ajuda o corpo a a usar glicose como energia. A glicose é uma forma de açúcar que é a principal fonte de energia do corpo.

O sistema digestivo do corpo quebra os alimentos em glicose, a qual viaja pela corrente sanguínea até as células pelo corpo. À medida que o nível de glicose no sangue depois de uma refeição, o pâncreas libera insulina para ajudar as células a utilizarem como energia.

Quando a pessoa tem resistência à insulina, suas células nos músculos, gordura e fígado não respondem apropriadamente à insulina. Como resultado, o corpo precisa de mais insulina para ajudar a glicose a entrar nas células. O pâncreas tenta compensar a maior necessidade por insulina produzindo mais desse hormônio.

Eventualmente o pâncreas não consegue mais atender as necessidades do corpo por insulina. Glicose em excesso se acumula na corrente sanguínea, propiciando o desenvolvimento de diabetes. Muitas pessoas com resistência à insulina têm altos níveis de glicose e de insulina circulando no sangue ao mesmo tempo.

Resistência à insulina eleva as chances de desenvolver diabetes tipo 2 e doença cardíaca. Compreender a resistência à insulina é o primeiro passo para fazer mudanças no estilo de vida que podem ajudar a prevenir diabetes e outros problemas de saúde.

Quais são as causas da resistência à insulina

Cientistas identificaram genes específicos que tornam algumas pessoas mais susceptíveis à resistência à insulina e diabetes. Excesso de peso e falta de atividade física também contribuem para resistência à insulina.

Muitas pessoas com resistência à insulina e nível alto de glicose no sangue têm outras condições que elevam o risco de desenvolver diabetes tipo 2 e doenças cardiovasculares. Esses condições incluem peso em excesso ao redor da cintura, pressão alta, e níveis anormais de colesterol e triglicérides no sangue. Ter muitos desses problemas é chamado síndrome metabólica.

O que é pré-diabetes

A pré-diabetes é uma condição na qual os níveis de glicose no sangue são maiores do que o normal, mas não altos o suficiente para se diagnosticar diabetes. Pessoa com pré-diabetes possuem risco maior para desenvolver diabetes tipo 2. Estudos mostram que a maioria das pessoas com pré-diabetes desenvolvem diabetes tipo 2 dentro de 10 anos, a menos que percam 5 a 7% do peso corporal fazendo mudanças na dieta e nível de atividade física. Pessoas com pré-diabetes também têm risco maior para doenças cardiovasculares.

Quais são os sintomas de resistência à insulina e pré-diabetes

Geralmente pré-diabetes e resistência à insulina não apresentam sintomas. A pessoa pode ter uma ou ambas as condições por muitos anos sem notar nada. Pessoas com uma forma severa de resistência à insulina podem apresentar manchas escuras na pele, geralmente na parte posterior do pescoço. Algumas vezes, a pessoa tem um anel escuro ao redor do pescoço. Outros possíveis locais de manchas escuras incluem os ombros, joelhos, nós dos dedos e axilas. Essa condição é chamada acanthosis nigricans.

Como é o diagnóstico da resistência à insulina e pré-diabetes

Usa-se exame de sangue para determinar se a pessoa tem pré-diabetes, porém geralmente não é testado para resistência à insulina, a qual pode ser verificada medindo o nível de insulina no sangue. O teste que pode mais precisamente medir a resistência à insulina, chamado clamo euglicêmico, é geralmente muito caro para ser usado. Se os testes indicarem pré-diabetes ou síndrome metabólica, é provável que a pessoa também tenha resistência à insulina. Diabetes e pré-diabetes podem ser detectadas com os testes de glicemia em jejum ou de tolerância à glicose. Pessoas cujo resultado indicou pré-diabetes dever ter os níveis de glicose testados novamente em 1 a 2 anos.

Fatores de risco para pré-diabetes e diabetes tipo 2

A “American Diabetes Association” recomenda realizar teste para pré-diabetes e diabetes tipo 2 em adultos sem sintomas que estão com sobrepeso ou obesos e tenham um ou mais fatores de risco adicionais para diabetes. Naqueles sem esses fatores de risco, o teste deve começar aos 45 anos de idade. Os fatores de risco para pré-diabetes e diabetes adicionais ao sobrepeso, obesidade ou idade superior a 45 anos são:
* Sedentarismo.
* Ter um dos pais ou irmãos com diabetes.
* Ter tipo um bebê nascendo com mais de 4 kg ou ter sido diagnosticada com diabetes gestacional.
* Ter pressão arterial maior com 140/90 ou estar recebendo tratamento para pressão alta.
* Ter o nível de HDL (bom colesterol) menor que 35 mg/dL ou de triglicérides maior que 250 mg/dL.
* Ter síndrome do ovário policístico.
* Ter tido testes anteriores indicando prejuízo na glicemia em jejum ou na tolerância à glicose.
* Ter outras condições associadas à resistência à insulina, como obesidade severa ou acanthosis nigricans.
* Ter histórico de doença cardiovascular.

Se os testes forem normais, devem ser repetidos pelo menos a cada 3 anos. O médico pode recomendar testes mais freqüentes dependendo dos resultados iniciais e risco do paciente.

Resistência à insulina e pré-diabetes podem ser revertidos?

Sim, atividade física e perda de peso ajudam o corpo a responder melhor à insulina. Ao perder peso e ser mais ativo fisicamente, a pessoa com resistência à insulina ou pré-diabetes pode evitar o desenvolvimento de diabetes tipo 2.

Estudos têm mostrado que pessoas com pré-diabetes podem freqüentemente prevenir ou postergar a diabetes se perderem até uma quantidade modesta de peso, diminuírem a ingestão de gordura e calorias, e elevar o nível de atividade física. Perder apenas 5 a 7% do peso corporal já ajuda a prevenir ou postergar a diabetes.

Pessoas com resistência à insulina ou pré-diabetes podem ajudar seu corpo a usar insulina normalmente ao ficar ativas fisicamente, seguir uma alimentação saudável, e manter um peso saudável. Atividade física ajuda as células dos músculos a usar glicose como energia às tornando mais sensíveis à insulina.

Fonte: Copacabana Runners

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