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Testado com êxito aparelho para o controle da diabetes

Um pâncreas artificial, que monitoriza os níveis de açúcar no sangue e liberta, automaticamente, quantidades adequadas de insulina, é a nova promessa para o tratamento de diabetes tipo 1, caracterizada pela dependência de insulina pelos doentes.
Pesquisadores da Universidade de Cambridge testaram o aparelho e dizem que está pronto para ser usado por diabéticos em casa.
Os cientistas fizeram a pesquisa com 24 pacientes hospitalizados e os resultados foram publicados no “British Medical Journal”.

Sensores de glicose

O aparelho combina um sensor de glicose implantado no corpo e uma bomba com cateter que liberta a insulina. Ao detectar variações nos níveis de açúcar, o sensor dispara sinais de radiofrequência para a bomba, que liberta a quantidade de insulina adequada.
No estudo que testou o dispositivo, os pacientes foram divididos em dois grupos: um alimentou-se com quantidades razoáveis de comida e outro comeu excessivamente e bebeu álcool.
Muita comida e bebida aumentam a quantidade de açúcar no sangue e mais insulina é necessária.
O pâncreas artificial detectou correctamente as diferentes necessidades e conseguiu controlar os níveis de glicemia nos dois grupos.
Nos diabéticos, esse controlo é muito delicado. “O que mantém vivo o diabético de tipo 1 é a insulina”, declarou o endocrinologista brasileiro Antonio Chacra.
O problema, disse, é o cálculo da quantidade a ser injectada. Um dos principais perigos é reduzir demasiado o nível de açúcar no sangue, segundo Saulo Cavalcanti, presidente da Sociedade Brasileira de Diabetes.
Quando o suprimento de insulina é excessivo, as taxas de glicose diminuem e podem levar a desmaios, convulsões e até causar a morte. À noite, o risco é maior. “A dormir o paciente pode não sentir os sintomas”, explica Cavalcanti, acrescentando que o pâncreas artificial é uma forma segura de controlar o açúcar no sangue e diminuir esse risco.
Para   o especialista Marcos Tambascia, professor universitário da cadeira de endocrinologia, o aparelho é a evolução dos tratamentos de diabetes, mas ainda é preciso testá-lo em mais pessoas para avaliar a segurança. A estimativa dos médicos é que o pâncreas artificial vá estar disponível no mercado daqui a três anos.

Fonte: Jornal de Angola

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