Esta opção irá voltar ao original a home e restaurar todos os widgets e categorias fechados.

Reset

USP testa tratamento contra diabetes

Após bons resultados com pacientes que sofrem do tipo 1 da doença, nova etapa visa o diabetes tipo 2

Pesquisa realizada pelo Hemocentro tem bons resultados no combate ao tipo 1 da diabetesFoto: F.L.Piton / A Cidade

Após realizar pesquisas e obter bons resultados no tratamento de diabetes do tipo 1 com o uso de células-tronco e quimioterapia, o pesquisador em terapira celular e coordenador da unidade de transplante de medula óssea do Hemocentro de Ribeirão Preto, Júlio Voltarelli, realiza projeto para ampliar o uso da mesma técnica para tratamento da diabetes tipo 2, que atinge 90% dos diabéticos do país.

“Ainda estamos estudando qual melhor maneira de injetar essas células-tronco nos pacientes com tipo 2, se na veia, como é o processo normal, ou se direto na artéria que nutre o pâncreas”, explica Voltarelli.

O projeto para tratamento do tipo 2 da diabetes pode ter parceria com pesquisadores da Argentina. Enquanto o novo projeto não sai, o pesquisador está empenhado na melhoria do tratamento antigo, que desde 2003 vem tratando pacientes com diabetes do tipo 1.

O procedimento

Primeiro o paciente toma uma medicação para que a célula-tronco produzida na medula vá para a corrente sanguínea. Depois, esse sangue é coletado pela máquina aferese, que precisa captar um quilo de sangue, que contém três milhões de células-tronco, que serão congeladas e são suficientes para a transfusão.

Depois o paciente é submetido a cinco dias de quimioterapia, semelhante à usada para combater leucemia. “A diferença é que essa quimioterapia era mais branda do que a usada em pessoas com câncer, achamos que ela não foi suficiente e estamos aumentando uma droga para deixá-la mais forte”, explica o pesquisador.

A nova droga, incluída a outras duas que já eram usadas, chama-se fludarabina, e é eficiente na inibição do sistema imunológico.

A primeira etapa teve pacientes com idade entre 12 e 35 anos. Porém, nesta nova etapa, foi permitida apenas a participação de pacientes maiores de 18 anos na pesquisa.

Após cinco dias de quimioterapia, o paciente descansa um. No sétimo dia é realizada a transfusão de suas próprias células-tronco sadias. “Queremos que nenhum paciente volte a usar insulina. Na primeira fase do tratamento 15 pacientes ficaram sem o medicamento e depois voltaram a apresentar a doença e precisar da insulina”, diz o pesquisador.

Fonte: Jornal da Cidade

Deixe o seu comentário!

Powered by Facebook Comments